Fotografia: © Gerald Holmes, Strawberry Center, Cal Poly San Luis Obispo, Bugwood.org
A Alternariose em batata é uma doença causada por um fungo chamado Alternaria solani, que afeta as folhas, os caules e os tubérculos da planta.
A doença desenvolve-se preferencialmente em plantas sob condições de stress e com grande desenvolvimento vegetativo.
As condições climáticas favoráveis para a alternariose são uma alternância de períodos secos e húmidos, com temperaturas entre 6 e 31°C, sendo ótima de 20 a 25°C. Essas condições favorecem a germinação dos esporos do fungo e a infeção das folhas e dos tubérculos.
As plantas infetadas apresentam manchas negras ou castanhas em todos os órgãos atacados: folhas, caules e tubérculos.
Folhas
Pequenas manchas circulares que vão escurecendo à medida que crescem, apresentando anéis concêntricos, de cor escura, rodeadas por uma auréola amarela.
Frequentemente, as folhas escurecem, secam e adquirem um aspeto de queimadas (necrosadas). Os sintomas, regra geral, aparecem primeiro nas folhas mais velhas.
Caules
Observação de pequenas manchas escuras, ovais e bem delimitadas.
Tubérculos
Por vezes os tubérculos podem, igualmente, ser atingidos pelo fungo no final do ciclo vegetativo. Estes apresentam manchas irregulares pouco profundas com os bordos ligeiramente levantados. A epiderme que rodeia esses bordos fica enrugada, enquanto a polpa, por debaixo das lesões, se apresenta seca, encortiçada, pouco profunda e de cor amarelo-acastanhada.

A alternariose pode reduzir o rendimento e a qualidade da cultura, pois diminui a área foliar o que afeta os tubérculos. O fungo sobrevive entre um cultivo e outro em restos de cultura infetados, associada à matéria orgânica do solo, em solanáceas suscetíveis ou ainda nas sementes. Os conídios caracterizam-se por serem altamente resistentes a baixos níveis de humidade, podendo permanecer viáveis nestas condições até um ano.
Uma vez presentes na cultura, os conídios são dispersos pela ação da água, vento e insetos. Além dessa forma de disseminação, trabalhadores, equipamentos, animais, estacas e caixas usadas, em contato com as folhas molhadas, podem disseminar o fungo.
Havendo calor e humidade suficientes (temperaturas diárias entre 25 e 32°C e humidade relativa em torno de 40% durante o dia e 95% à noite), os conídios germinam e infetam as plantas rapidamente podendo o fungo penetrar diretamente pela cutícula ou por ferimentos. Os conídios produzem um tubo germinativo que penetra na planta e forma um haustório, que é uma estrutura que absorve os nutrientes da célula hospedeira.
O fungo desenvolve-se no interior da planta, formando micélio e conidióforos, que são estruturas que produzem novos conídios. Os conídios são liberados para o ambiente e podem infetar outras partes da planta ou outras plantas.
O ciclo repete-se até que as condições ambientais se tornem desfavoráveis ou que a planta morra. O fungo então entra em estado de dormência, esperando uma nova oportunidade de infeção.
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Nota: Artigo originalmente publicado a 18 de março de 2022 e atualizado a 20 de maio de 2026.











