O abacateiro (Persea americana) é uma cultura tropical nativa da América Central que tem vindo a aumentar de área de produção em território português, tendo ganho mais expressão na região sul do país.
É uma cultura que está sujeita a diversas pragas e doenças bacterianas, fúngicas e fisiológicas.
No caso das doenças são de destacar o cancro bacteriano, a antracnose, o míldio, o oídio e algumas podridões.
No que diz respeito às pragas, destacam-se a cochonilha, as tripes, os ácaros, a mosca do mediterrâneo, o percevejo do abacateiro e a lagarta dos craveiros.
Entre os ácaros mais comuns na cultura do abacate nomeiam-se: Ácaro do Abacateiro (Oligonychus perseae; Oligonychus punicae); Aranhiço Vermelho (Panonychus ulmi); Aranhiço Vermelho dos Citrinos (Panonychus citri); Aranhiço Amarelo (Tetranychus urticae).
A praga caracteriza-se pelos sintomas visíveis nas folhas a partir da nervura central e alastrando para o exterior, formando uma mancha castanha ferrugem.
Os danos na cultura são indiretos, uma vez que pode provocar a queda das folhas (quando o ataque é intenso), reduzir a produtividade da planta e consequentemente afetando o desenvolvimento das frutas.
Esta praga apresenta consequências negativas significativas a nível económico na produção de abacates.
Provoca estragos em folhas, frutos e ramos verdes mas preferem folhas totalmente desenvolvidas.
Podemos observar a presença da praga a partir de Abril até Novembro, logo a seguir à evolução das folhas, ou seja, a partir da rebentação.
As fêmeas encontram-se nas páginas inferior e superior das folhas, enquanto as ninfas e os machos se localizam preferencialmente na página inferior das folhas.
Época: abril – novembro
Método de amostragem: observação visual
Orgãos e amostragem: 4 folhas x 25 árvores
N.E.A.: 30 – 50% folhas ocupadas ou 2 – 3 fêmeas adultas / folha
Luta cultural
Luta biológica
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