RECOMENDAÇÕES TÉCNICAS
MÍLDIO DA VIDEIRA
Casa Queridos | 2024-05-29

O míldio é uma das principais doenças da videira que, quando não tratada, gera graves prejuízos na produção vitivinícola a nível mundial.

Causada pelo fungo Plasmopara vitícola esta doença apresenta maior gravidade em regiões húmidas, com temperaturas amenas durante o ciclo de vida da videira. A infeção do fungo no período da floração poderá ter como consequência a perda total da produção.

 

Caracterização

O fungo é do tipo endoparasita, ou seja, desenvolve-se no interior das folhas da videira. É uma doença que surge habitualmente com uma primavera muito chuvosa. É utilizado a técnica da "regra dos três 10": temperatura superior a 10ºC; precipitação acima de 10 milímetros; e pâmpanos com mais de 10 centímetros.

 

Principais sintomas

Na folha cria-se uma mancha de óleo de aspeto translúcido na página superior da folha, com posterior aparecimento de esporulação na página inferior sob a forma de manchas esbranquiçadas. Em ataques mais intensos verifica-se o dessecamento e queda das folhas.

No decorrer do ciclo em casos de maior incidência da doença aparecem pequenas manchas necrosadas entre as nervuras das folhas vulgarmente conhecido por "míldio mosaico";

Ao nível das inflorescências e cachos é característico o aparecimento de bolor branco nas flores com posterior coloração acastanhada chamado de "rot gris". Nos bagos geram-se manchas acastanhadas com a forma de dedadas que comprimem o bago o chamado "rot brun".

 

Míldio da Videira

©Gerald Holmes, Strawberry Center, Cal Poly San Luis Obispo, Bugwood.org

 

Condições climáticas ao seu desenvolvimento

  • Humidade relativa elevada - 92 a 100% (chuva e orvalho).
  • Temperatura de germinação dos oósporos entre 11ºC e 32ºC.

 

Prejuízos

  • Diminuição da capacidade fotossintética com posterior implicação na qualidade das uvas.
  • Diminuição ou perda total de produção, se o ataque aos cachos for intenso.

 

Estratégias de Controlo / Proteção das Culturas

Deverá ser adotada uma estratégia preventiva e proceder a tratamentos fitossanitários sempre que se verifiquem condições para o desenvolvimento da doença, sobretudo se no ano anterior se verificou o aparecimento do míldio mosaico, que determina a quantidade de inóculo.

No que se refere à oportunidade dos tratamentos, a estratégia da luta química contra o míldio numa dada região deve sempre obedecer às indicações do respectivo serviço de Avisos Agrícolas. A frequência e o número de tratamentos serão determinados pelas condições climáticas e pelas características dos fungicidas usados.

A nível das práticas culturais é muito importante promover o bom arejamento das plantas, bem como uma boa drenagem do solo.

 

Proteção química

Nos casos mais graves de evolução da doença recomenda-se a aplicação de produtos fitofarmacêuticos, sempre sob a recoendação de um técnico de campo, para impedir o surgimento de resistências.

Entre os produtos disponíveis no mercado para o efeito aconselha-se a aplicação de: Milraz© Pro (Bayer), Ekyp© Combi (Ascenza) ou Spyrit© F  (Ascenza).

 

Fotos: ©Gerald Holmes, Strawberry Center, Cal Poly San Luis Obispo, Bugwood.org

 
MÍLDIO DA VIDEIRA
 
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